Reflexões da Nina
- Mãe, porque uma psicóloga faz terapia?
- Porque, para entender bem a cabecinha e os sentimentos das outras pessoas, ela precisa entender bem a sua própria cabeça e os seus próprios sentimentos.
- Eu acho o ser-humano estranho, sabia?
Adios fraldas e o episódio da piscina
Agora é oficial: Olivia não usa mais fraldas (só pra dormir). A função começou na Praia do Rosa, com muitas escapadas, e foi ficando cada dia mais fácil. Ainda acontecem muitos acidentes (como o de hoje, no carro do pai), mas está tudo dando certo.
Mas tem um episódio que precisa ser relatado aqui: o cocô na piscina. E não foi um cocô qualquer, foi um daqueles fragmentados em milhares de pedacinhos amarelinhos. E não foi uma piscina vazia. E não foi na casa de nenhum parente ou amigo. Foi lá no Village do Rosa, no meio de muitos casais com crianças. Por sorte, foram todos muitíssimo compreensivos e educados. Ninguém saiu na piscina (foram só um pouquinho mais para o canto) e ainda fui auxiliada por algumas mães que iam localizando os cocozinhos perdidos e me avisando onde estavam enquanto eu protagonizava a cena mais patética da minha existência materna catando com uma mão e juntando na outra. Elas ainda tentaram me consolar falando do alto teor de cloro que tinha ali e contando experiências parecidas. Enquanto isso Marina na borda fazia o favor de gritar bem alto para alertar quem não tinha percebido ainda…
Palavrinhas
- Mãe, quando que a gente vai ver o Natal de Matinhos?
- Matinhos?
- É aquela cidade que fica toda enfeitada pro Natal?
- Ah, Gramado!
Feliz 2012
O ano começou. Depois de deliciosas férias em família, vim direto para Fashion Rio e já estou na correria. Mas tô renovada e pronta para fazer de 2012 um ano muito especial. A convite da Vanessa do Coisas Minhas, participei do Calendário de Mães. Uma iniciativa superbacana que faz a gente refletir sobre o que realmente é importante, sobre o que desejamos para nós mesas e para as outras mães que também estão dispostas a fazer o possível para que tudo ao redor seja sempre melhor, a cada dia que passa. Então vamos lá gente… estão aqui as nossas resoluções:
Um filho toma bastante o nosso tempo e sempre acabamos deixando de lado sonhos e ambições pessoais. Por isso, reservar o mês de janeiro para colocar os planos em ordem e pensar em estratégias para que eles possam ser concretizados é uma resolução para o ano novo que se aproxima.
Sentir-se realizada como mulher-profissional vai dar uma incrementada na auto-estima e inspirar todos a nossa volta.
Karla Nazareth – blog Tua Mãe Gosta (http://tuamaegosta.tumblr.com/)
Pois a partir de agora prometo ficar mais de olho nas lições de casa, ver se os dentes estão bem escovados, separar as roupinhas manchadas, doar os brinquedos que não agradam mais, encontrar as peças perdidas dos jogos de tabuleiro e apontar os lápis do estojo.
Fernanda Avila – blog Nina e Lili (http://ninaelili.wordpress.com/)
Junho – Cultivar relacionamentos
Quem tem amigos vive por mais tempo. Estudos mostram que os relacionamentos fazem muito bem à saúde. A meta para junho será a de cultivar e criar amizades, e assim ter uma vida mais saudável!
Juliana de Lima – blog La Vie est Juste Un Bol De Cerises(http://lavieestjusteunboldecerises.blogspot.com/)
Julho – Organizar minha vida
Engravidar e ter um filho ocupa muito tempo da gente se preocupando com os preparativos. Mesmo com tempo de sobra (isso no primeiro filho, porque no segundo o tempo de sobra é dele) você fica “lesa” e só faz coisas relacionadas ao baby.
No meio desse turbilhão que é a maternidade pré, durante e pós parto as coisas vão ficando meio abandonadas e precisam ser retomadas de forma organizada… É chegado o momento de colocar ordem na casa e organizar a bagunça.
Por isso minha meta para o mês de julho é organizar todas as partes da minha vida.
Fernanda Franken – blog e loja Mammamini(http://mammamini.blogspot.com/)
Agosto – Desconectar
E-mails, blogs, Facebook, twitter, smartphones, tablets, estamos cada vez maíz conectados ao “virtual”, constantemente checando emails, redes sociais e últimas notícias, quase automaticamente… Uma das minhas resoluções para 2012 é poder desconectar e equilibrar as velhas e as novas maneiras de se comunicar e relacionar.
Flávia Silva – blog João O Astronauta (http://joaoastronauta.com/)
Setembro – Comer bem
Setembro é o mês de comer bem. Apesar da vida atarefada, dos compromissos e daquela correria danada, este mês o desafio será encontrar um tempinho para pesquisar receitas saudáveis, fáceis de preparar, bonitas e diferentes.
Vanessa Ribeiro – blog Coisas Minhas (www.coisasminhas.com)
Em 2012, o desafio será sentirme mais calma e menos estressada. Yoga, tricô, costura e mais horas de sono, ou seja, mais tempo para mim, serão meus ingredientes para uma vida mais zen.
Novembro – Deixar de drama
Sabe aquela fama que temos de fazer tudo de forma meio dramática? Acho que somos assim mesmo, muitas vezes com toda razão e muito charme. Mas que tal exercitar também nosso lado prático?
….. Novembro é o mês de abrir mão do “drama”. Fazer as coisas de maneira mais racional e lógica e ficar feliz com isso. Deixar a melancolia de lado e fazer as coisas sem pensar demais.
Paula Bertone – blog e loja Orangotango (http://blog.orangotangoloja.com.br/)
Em dezembro, aceite o rosa, aquele personagem bobo, aceite ver a roupa que sua filha escolheu.
Tempo, tempo mano velho…
Hoje eu olho para a Olivia e consigo entender. Era para ser ela e não aquele bebê que não deu certo. Era para ser no tempo que foi, do jeitinho que aconteceu. Por algum motivo que eu não sei explicar, era para ter acontecido comigo. E com o Fhabyo e a Marina também. Nunca vou saber que motivos Deus, a natureza ou seja lá quem for decidiu que eu precisava sofrer um pouquinho e esperar mais um tempo para finalmente receber essa pessoinha iluminada que é a nossa pequena Lili. Acho que não vou esquecer nenhum segundo daquele maldito dia em que saí da Pulp correndo para o ultrasson com (quase) certeza da notícia que receberia em seguida. Chorei como nunca tinha chorado.
Uma amiga muito especial acabou de me ligar contando que passou pela mesma situação há algumas horas. Tentei não dizer o que mais me irritava ouvir. “É normal, é comum, acontece em 25% das gestações, daqui a pouco você já está grávida de novo”. Lembro de uma menina que me disse “dói, é horrível, mas passa”. Ela sim tinha razão. Passou. A dor virou uma lembrança de dor. O tempo correu devagar até que eu finalmente soube que a Olivia estava a caminho. E que estava tudo bem. Foi nesse dia que o blog nasceu. Queria poder acelerar o tempo para a minha amiga. Mostrar pra ela um pouquinho do futuro para que a decepção do presente se tornasse mais tolerável. Mas não dá, o tempo corre no tempo dele. E o tempo sim é o senhor do destino. Vamos dar tempo ao tempo amiga… dói, mas vai passar.
Uma música que me faz pensar no tempo…
O fim do Papai-Noel e o começo do mau cheiro nas axilas
Estou em atraso com vários assuntos: viagem para o Rio com a Marina, a minha ausência no dia do aniversário dela, as festinhas das meninas, a apresentação de hip hop da Nina, o medo de teatro da Olivia, o desfralde desastrado… enfim, são muitas coisas pra contar. Mas resolvi atropelar tudo para relatar dois grandes baques das últimas semanas.
1. Marina entra no carro e pergunta: “mãe, não existe Papai Noel, né?” Comecei a balbuciar aquela velha ladainha do espírito de Natal, do bom velhinho estar em nossos corações e ela cortou. “Desembucha mãe, fala a verdade, eu já sei de tudo”. É minha gente, Papai Noel chegou ao fim pra ela. E com ele caíram a Fada do Dente, o Coelho da Páscoa e o Homem do Saco (ops, esse ela nunca chegou a conhecer). Fiquei muito triste, de verdade. Ainda mais porque a Olivia não pode ver um Papai Noel de shopping que já se pendura no meu pescoço. Sentar no colo para tirar foto e ganhar balinha então, nem pensar. Neste Natal o senhor contratado (e sua assistente de microvestido e ultradecotes… sério, este ano eu vou postar uma foto dela aqui) há anos para visitar a minha família no dia 24 vão ser rejeitados pelas crianças. Mas somos insistentes, não dispensamos a tradição. Apesar de todas as negativas, as dez horas da noite ouviremos o sininho no portão, abriremos os presentes e pagaremos (escondido) os R$ 150 pila pro senhor de barba branca e sua sexy assistente.
2. Antes de mais nada quero registrar que me recuso a chamar (e escrever) mau cheiro nas axilas de cecê ou asa (sim, os gaúchos chamam de cecê de asa). Odeio estas duas palavras mais do que qualquer outra da língua portuguesa. Mas vamos aos fatos: Marina levantou os braços e me mostrou que estava com mau cheiro nas axilas. Quase desmaiei (pelo cheiro e pela notícia). Como assim? Uma coisa é não acreditar mais em Papai Noel, outra é ter que comprar desodorante pra filha!!! Ainda não sei o que pensar sobre isso, mas já marquei pediatra.
A casa, a vida e o tempo
Aprendi com os meus pais que as coisas boas devem ser sempre comemoradas, de preferência com champanhe. Mas minha comemoração desta vez será o registro, aqui no blog, desta data tão especial. Faz um ano hoje que mudamos para a casa. De manhã, quando acordei e ouvi aquele barulho gostoso de dia amanhecendo, revivi a sensação dos nossos primeiros dias no Santa Cândida. Aquele cheirinho de madeira nova, o som do vento nas árvores, passarinhos cantando. Espaço, muito espaço, caixas e mais caixas, recomeço. Foram 365 dias de descobertas incríveis, de novas amizades, de muitas coisas a fazer, de listas e mais listas de pendências. De plantas para regar, cachorro para alimentar, lâmpadas para trocar, detalhes para concertar, móveis para comprar. O que eu mais gosto disso tudo é a certeza de que tudo, um dia, pode melhorar. Uma casa é a analogia da vida. Você arruma aqui, mas desarruma ali. Vai aperfeiçoando cada cantinho, sem pressa. Gosto de contemplar a paisagem de dentro para fora e de fora para dentro. Descubro que há sempre uma surpresa. Que o final de semana é sempre a melhor parte da vida. Gosto de chegar cedo, de ver as meninas brincando na rua. De saber que sempre tem alguém para me emprestar um ovo, uma frigideira ou um pouquinho de fermento. Gosto de ver a casa cheia de crianças. Gosto de ver a Olivia correndo atrás das meninas grandes. Da Marina saltando pra fora do carro na portaria pra se juntar à turma do caçador. Gosto de sentir as horas. Ver o dia passar atrás dás árvores e deixar que o tempo corra no tempo certo. No tempo do tempo, não no meu tempo. Porque o tempo não é nosso, por mais que a gente tente ser dono dele. Não sei como será o tempo nos próximos tempos, mas prometo fazer valer cada minuto do tempo que tenho.
Pra comemorar, um poeminha de Mário Quintana. Pra sentir sem pensar.
O tempo
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é Natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
ps – a ilustração acima se chama Alicia e é e uma artista argentina chamada Virginia Piñon. Roubei do site Mirondo Arte
Parceria
Ser mãe é encher o coração de amor pois coisinhas simples. Ontem, no aniversário da filha de uma amiga, tive um desses lampejos de amor instantâneo vendo minhas meninas brincando. Estava sentada na mesa com várias amigas, quando uma delas me mostrou as duas no alto de um destes escorregadores grandões, certamente impróprios para menores de dois anos. Pensei em levantar e socorrer a mais nova quando vi que se tratava de uma missão para a mais velha. Meu papel era simplesmente torcer para que elas chegassem inteiras no colchão. Durante os 25 segundos em que a Marina ajeitava a Lili no colo, tentando achar a melhor posição para escorregar, prendi a respiração. Eu e o resto da mesa. Ajeita aqui, acomoda ali, as duas desceram com uma carinha de satisfeitas que não tem preço. Lá no finalzinho, despencaram para o lado e caíram juntas, felizes da vida.
Lili shoes addicted
Lili é louca por sapatos. Pelos meus sapatos, em especial. Se deixar, ela passa horas tirando todos os pares da prateleira, experimentando e fazendo toc toc no chão de madeira pra lá e pra cá (com uma paradinha básica em frente ao espelho pra ver se ficou bom). Achei esse desenho fofíssimo e resolvi postar aqui pra ilustrar a situação.
É de uma artista chamada Sujean Rim
















