Tempo, tempo mano velho…
Hoje eu olho para a Olivia e consigo entender. Era para ser ela e não aquele bebê que não deu certo. Era para ser no tempo que foi, do jeitinho que aconteceu. Por algum motivo que eu não sei explicar, era para ter acontecido comigo. E com o Fhabyo e a Marina também. Nunca vou saber que motivos Deus, a natureza ou seja lá quem for decidiu que eu precisava sofrer um pouquinho e esperar mais um tempo para finalmente receber essa pessoinha iluminada que é a nossa pequena Lili. Acho que não vou esquecer nenhum segundo daquele maldito dia em que saí da Pulp correndo para o ultrasson com (quase) certeza da notícia que receberia em seguida. Chorei como nunca tinha chorado.
Uma amiga muito especial acabou de me ligar contando que passou pela mesma situação há algumas horas. Tentei não dizer o que mais me irritava ouvir. “É normal, é comum, acontece em 25% das gestações, daqui a pouco você já está grávida de novo”. Lembro de uma menina que me disse “dói, é horrível, mas passa”. Ela sim tinha razão. Passou. A dor virou uma lembrança de dor. O tempo correu devagar até que eu finalmente soube que a Olivia estava a caminho. E que estava tudo bem. Foi nesse dia que o blog nasceu. Queria poder acelerar o tempo para a minha amiga. Mostrar pra ela um pouquinho do futuro para que a decepção do presente se tornasse mais tolerável. Mas não dá, o tempo corre no tempo dele. E o tempo sim é o senhor do destino. Vamos dar tempo ao tempo amiga… dói, mas vai passar.
Uma música que me faz pensar no tempo…
Deixe um comentário
Seja o primeiro a comentar!
